Pois é. Estamos na 2ªfinal dum Campeonato da Europa. Este feito tem tanto de inacreditável como de inconformismo. Inacreditável, porque muito poucos acreditavam que passássemos a fase de grupos com 3 empates, quanto mais chegar à final da competição. E inconformismo, porque parece que mais ninguém nos queria lá também, tendo em conta as demonstrações quase xenófobas a que temos assistido por essa Europa fora. E nós lá fomos parar à final só para chatear, só por pirraça, ao que parece.
Mas vamos por partes. Eu sou um crente na nossa Selecção. Chamem-me idiota (a sério, podem chamar, já me chamaram bem pior e a pagar; eu sei, não faz sentido, moving on), mas eu acredito sempre que vamos ser campeões. Isto é a definição de ser maluco: fazer sempre a mesma acção e esperar um resultado diferente no final. Ou ser sportinguista. Dá para as duas coisas. Mas é verdade. Mesmo a jogarmos mal, mesmo com empate atrás de empate, eu acreditei. Pela 2ªvez na minha vida, aqui o maluco acertou, o que dá razão àquela tese que até um relógio avariado está certo 2 vezes por dia.
Também tenho muito de supersticioso. Quando ouvi João Gobern na RTP, senti-me ainda mais crente. João Gobern, que é mesmo muito parecido com um leão marinho se ele tiver a barba por fazer, disse 2 coisas e acabou por acertar na mais difícil. Primeiro disse que Portugal ia estar na final, porque nas últimas 3 finais de Europeus, a Península Ibérica esteve sempre representada: Portugal em 2004 e Espanha em 2008 e 2012. Portugal teria que ser obviamente o seu representante em 2016, isto numa altura em que a Espanha já tinha dito ciao ao Europeu e o Piqué já estava a pensar em novas formas de emporcar a Shakira. A seguir, o Gobern disse que Gibraltar ficava em África... ... É preciso elaborar mais? OK, ele disse isto, porque um gajo que estava mesmo ao lado dele e que tinha bebido um pouco demais ao jantar, um tal de Rui, referiu que se Andorra ou Gibraltar estivessem no Euro, haveriam outras possibilidades de representação da nossa península na final. Ora, isto é estúpido por 2 razões. A primeira é que Andorra é muito bom para comprar tabaco mais barato, mas não para formar uma selecção de futebol. A segunda é que Gibraltar fica em África. Seguiram-se momentos mesmo muito divertidos, com um a repetir «Ai, Gibraltar não fica em África? Ai, Gibraltar não fica em África?!» enquanto o Rui pedia um Jameson sem gelo.
(Para quem não percebeu, por distracção ou porque é mesmo muito mau em Geografia, Gibraltar NÃO fica em África e a sua Selecção joga no Estádio do Algarve até arranjarem um estádio que não seja um quintal dum vizinho.)
O que falta agora? Derrotar os franceses, que são só os seres mais ignóbeis à face da Terra. São tão desprovidos de moral, no entanto, são os mais moralistas. Chauvinismo praticamente rima com Francês. Se um dicionário tivesse imagens em vez de definições, onde diz chauvinismo estaria um croissant misto com uma bandeira da França num palito. Vocês sabem do que é que eu estou a falar. Aquelas bandeirinhas que se usam quando há uma qualquer festividade lá em casa só para embelezar mais a coisa. Nunca percebi essa também. Se é para deixar mais bonito, que metessem fotos de póneis, pandas ou coalas fofinhos. Ou actrizes porno. Uma ou a outra são boas opções. Agora bandeiras? Que é isso?!
Onde é que eu ia? Ah, não há chineses carecas. Reparem, não há chineses care... Não, esperem, também não é isto. Agora sim. Os franceses são má rés, fazem mal à pele e deixam-me com caspa. Pior do que isso, acham-se no direito de que tudo é deles apenas porque sabem respirar, algo que já acontece há biliões de anos desde o primeiro ser aeróbico, o Patacas. Um animal que era meio sardinha, meio porco sujo. Ainda bem que o Europeu dura só um mês, porque mais do que 30 dias a levar com França e motivos franceses é demais para mim. Tenho recordado com saudosismo o primeiro filme d'O Dia da Independência por causa da estreia do novo e, ultimamente, tenho pensado que pior do que ser invadido por moluscos extraterrestres é ouvir gauleses e as suas opiniões extremamente articuladas. Os moluscos que se lembrem de invadir a França. Voltam logo para trás com os tentáculos entre as... entre as... entre os outros tentáculos mal eles comecem a opinar. Provavelmente iriam dizer que não merecem estar onde estão, que estão a invadi-los mesmo muito mal ou que, se fossem eles, teriam arrebentado a Torre Eiffel duma forma muito mais espectacular.
Onde é que eu ia? Ah, não há chineses carecas. Reparem, não há chineses care... Não, esperem, também não é isto. Agora sim. Os franceses são má rés, fazem mal à pele e deixam-me com caspa. Pior do que isso, acham-se no direito de que tudo é deles apenas porque sabem respirar, algo que já acontece há biliões de anos desde o primeiro ser aeróbico, o Patacas. Um animal que era meio sardinha, meio porco sujo. Ainda bem que o Europeu dura só um mês, porque mais do que 30 dias a levar com França e motivos franceses é demais para mim. Tenho recordado com saudosismo o primeiro filme d'O Dia da Independência por causa da estreia do novo e, ultimamente, tenho pensado que pior do que ser invadido por moluscos extraterrestres é ouvir gauleses e as suas opiniões extremamente articuladas. Os moluscos que se lembrem de invadir a França. Voltam logo para trás com os tentáculos entre as... entre as... entre os outros tentáculos mal eles comecem a opinar. Provavelmente iriam dizer que não merecem estar onde estão, que estão a invadi-los mesmo muito mal ou que, se fossem eles, teriam arrebentado a Torre Eiffel duma forma muito mais espectacular.
Franceses...
Mas esta moda do bota-abaixo a Portugal parece que pegou. Um ex-seleccionador croata disse que os portugueses compravam árbitros para ganhar jogos ao Dinamo Zagreb e à Bósnia e que sabia que, uma vez, foi o Sporting que os comprou. Dinamo Zagreb, Bósnia, Sporting. Logo aqui, vê-se que o homem não joga com o baralho todo. Comprar árbitros para ganhar jogos fáceis é de desconfiar, mas ainda posso acreditar. Agora, o Sporting comprar árbitros? Eh pá, isso não acredito. Vai na volta ele é daltónico e confundiu a cor das riscas nos equipamentos. Mas não ficamos por aqui. Por cada país que mandámos para casa, a dor de cotovelo apareceu logo a seguir. Os polacos queriam que o jogo fosse repetido, porque o Patrício defendeu o pénalti, mas estava adiantado quando o fez. O médio galês, Joe Ledley, disse que «Foram dois golos de porcaria. E no segundo o remate de Ronaldo foi inútil». Numa notícia relacionada, Ledley disse isto numa altura em que a cabeça dele parecia um melão, a inchar cada vez mais por cada palavra que dizia. Aquilo deve ser má circulação e, desde já, aconselho-o a ir a um médico, pois pode estar com os triglicéridos em alta ou a ir a uma oficina de pneus para lhe verificarem a pressão.
Chegados à final, parece que temos a Europa inteira contra nós. Ninguém nos quer lá a não ser nós mesmos e mesmo assim há por aí alguns que... Bom. Mas a realidade é que estamos na final e isso já ninguém nos pode tirar. Gostaria imenso de acabar este torneio em beleza e ganhar à França, embora o contrário seja muito mais provável de acontecer. Mas eu sou maluco e ACARDITO até ao fim. E se ganharmos, se nós ganharmos, depois de festejar muito e muito beber, vou passar o resto da semana na NET a mandar à merda toda a gente que nos menosprezou e mal de Portugal falou. Afinal, estarei de férias para a semana e vou ter muito, mas mesmo muito tempo livre.
VIVA PORTUGAL!
E tal.













